Assim como o álbum The Fame não estava totalmente completo, meu post sobre a Lady Gaga também não. Após escrever aquele post, fiquei sabendo mais alguns fatos sobre ela, que servem para visualizarmos a figura dessa cantora como um todo:
- Toca piano desde os 4 anos, e passou pela conceituada Juliard School;
- Musicalmente, Gaga é inspirada por cantores e grupos de glam rock como David Bowie e Queen, e por cantores de pop dos anos 70 e 80 como Cher, Cyndi Lauper, Michael Jackson e Madonna. Ela também é inspirada por moda, o que ela diz ser essencial para suas composições e apresentações, e apoia a comunidade gay ao creditá-los por seu sucesso inicial;
- O nome GAGA veio da música Radio Ga Ga, do Queen, e o apelido foi criado pelo produtor Rob Fusari, co-compositor de algumas de suas primeiras canções, sendo que ele comparava o estilo vocal dela ao de Freddy Mercury (o que eu definitivamente não concordo);
- Apresentou um número em clubes de burlesque, quando se envolveu com drogas;
- Compôs para diversos músicos pop como Fergie, Pussycat Dolls, Britney Spears, e New Kids on the Block; além de AKON, que viu potencial nela e decidiu intervir a seu favor junto ao presidente da gravadora interscope.
Com mais esses fatos, fica claro que ela tem brilho próprio. Quando perguntada o que achava da fama, ela disse: Eu já era famosa, vocês que não sabiam ainda. Isso que é ter atitude.
E assim foi lançado the Fame Monster, álbum com somente 8 canções inéditas, que traz como bônus seu disco inicial, the fame. E não é que a jogada deu certo e aumentou ainda mais as vendagens dela?
Infelizmente a melhor música acaba sendo Bad Romance, que tem um clipe muito inspirado em perfomances de Michael Jackson (sempre ele) e algo de Rihana.
Segue a setlist, com nossa música do dia em primeiro lugar.
1. "Bad Romance" Lady Gaga, RedOne 4:55
2. "Alejandro" Lady Gaga, RedOne 4:37
3. "Monster" Lady Gaga, RedOne 4:09
4. "Speechless" Lady Gaga, Ron Fair 4:30
5. "Dance in the Dark" Lady Gaga, Fernando Garibay 4:48
6. "Telephone" (com Beyoncé) Lady Gaga, Rodney Jerkins 3:41
7. "So Happy I Could Die" Lady Gaga, RedOne 3:55
8. "Teeth" Lady Gaga, Teddy Riley 3:40
Musica, discotecagem variada, baladas, setlists, notícias, seleções e um pouco da carreira do DJ BENE, complementado por atualidades, opiniões e piadinhas para descontrair....
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
The Fame - Lady Gaga
Bom dia queridos leitores.
Pois é, depois de várias pessoas me perguntando o que eu achava da tal da Lady Gaga, tive que me mover de meu confortável cinismo musical e ir atrás de algo pelo qual não dava nada. Que bom que fiz isso, pois além de superar um preconceito besta, tive a oportunidade de conhecer melhor esse som para poder falar sobre ele com alguma base.
Fame, o disco de estréia da midiática Lady Gaga foi o grande estouro de 2009, vendendo quase 10 milhões de cópia ao redor do mundo, o que em tempos de download, é algo impressionante.
Qual a razão de tanto sucesso? É simples (de explicar, e não de fazer). Gaga soube reunir o melhor das cantoras pop dos últimos 20 anos, sem, contudo, imitar ou se parecer com alguma delas em especial. Ouvindo seu som fica clara a influência de todas as divas que a precederam: Madonna, Britney, Beyonce, Fergie, Gwen Stefani, Cristina Aguilera. Ela soube pegar o melhor de todas elas para criar uma nova persona, estranha, única, muito bem produzida e assessorada (visual e sonoramente), e assim lançar algo novo, único, cheio de atitude, com musicalidade atual, seguindo as tendências mundiais, sem destoar do manual já consagrado do pop de sucesso, o que obviamente caiu do agrado popular, especialmente da faixa que mais consome esse tipo de produto, os teens.
Tudo isso perderia sua validade se ela não tivesse um mínimo de competência. Ao que parece, ela escreve as próprias canções, todas elas muito bem produzidas, nos mais diferentes estilos, de forma a se tornar agradável aos ouvidos mais ecléticos, uma vez que fame tem baladas, músicas de refrão repetitivo, piano pop, disco, guitarras de rock, ritmo bem dançante, enfim, tudo que o público jovem curte.
Esse é o resumo da ópera: Lady Gaga é extremamente competente naquilo que faz. Canta bem, compõe bem, sabe usar sua atitude para ganhar visibilidade e atenção, explorando a mídia a seu favor. E é a novidade, o que lhe ganha muitos pontos. Mas será que ela irá ter uma carreira meteórica ou seus próximos álbuns serão tão bem sucedidos quanto esse primeiro? Vale lembrar que o segundo álbum, Fame Monster, nada mais é que um re-lançamento do primeiro álbum, coisa de 45 dias depois, com oito faixas a mais e o primeiro disco de bônus. Coisa de marketeiro.
De qualquer forma, é um bom disco, recomendável mesmo, para deixar no carro, e ouvir em uma viagem ou em qualquer momento mais descontraído. Vamos torcer para que ela não se torne mais uma pobre menina rica, como a Britney, como já vem dando sinais....
E a música do dia é Papapa-paparazzi.
Pois é, depois de várias pessoas me perguntando o que eu achava da tal da Lady Gaga, tive que me mover de meu confortável cinismo musical e ir atrás de algo pelo qual não dava nada. Que bom que fiz isso, pois além de superar um preconceito besta, tive a oportunidade de conhecer melhor esse som para poder falar sobre ele com alguma base.
Fame, o disco de estréia da midiática Lady Gaga foi o grande estouro de 2009, vendendo quase 10 milhões de cópia ao redor do mundo, o que em tempos de download, é algo impressionante.
Qual a razão de tanto sucesso? É simples (de explicar, e não de fazer). Gaga soube reunir o melhor das cantoras pop dos últimos 20 anos, sem, contudo, imitar ou se parecer com alguma delas em especial. Ouvindo seu som fica clara a influência de todas as divas que a precederam: Madonna, Britney, Beyonce, Fergie, Gwen Stefani, Cristina Aguilera. Ela soube pegar o melhor de todas elas para criar uma nova persona, estranha, única, muito bem produzida e assessorada (visual e sonoramente), e assim lançar algo novo, único, cheio de atitude, com musicalidade atual, seguindo as tendências mundiais, sem destoar do manual já consagrado do pop de sucesso, o que obviamente caiu do agrado popular, especialmente da faixa que mais consome esse tipo de produto, os teens.
Tudo isso perderia sua validade se ela não tivesse um mínimo de competência. Ao que parece, ela escreve as próprias canções, todas elas muito bem produzidas, nos mais diferentes estilos, de forma a se tornar agradável aos ouvidos mais ecléticos, uma vez que fame tem baladas, músicas de refrão repetitivo, piano pop, disco, guitarras de rock, ritmo bem dançante, enfim, tudo que o público jovem curte.
Esse é o resumo da ópera: Lady Gaga é extremamente competente naquilo que faz. Canta bem, compõe bem, sabe usar sua atitude para ganhar visibilidade e atenção, explorando a mídia a seu favor. E é a novidade, o que lhe ganha muitos pontos. Mas será que ela irá ter uma carreira meteórica ou seus próximos álbuns serão tão bem sucedidos quanto esse primeiro? Vale lembrar que o segundo álbum, Fame Monster, nada mais é que um re-lançamento do primeiro álbum, coisa de 45 dias depois, com oito faixas a mais e o primeiro disco de bônus. Coisa de marketeiro.
De qualquer forma, é um bom disco, recomendável mesmo, para deixar no carro, e ouvir em uma viagem ou em qualquer momento mais descontraído. Vamos torcer para que ela não se torne mais uma pobre menina rica, como a Britney, como já vem dando sinais....
E a música do dia é Papapa-paparazzi.
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